Daniel Vilela celebra resultados do primeiro ano do Cora e avanço da oncologia pediátrica em Goiás

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Primeiro hospital público estadual 100% SUS dedicado ao tratamento do câncer infanto-juvenil, unidade contabiliza 1,4 mil cirurgias, 5,4 mil consultas e os primeiros transplantes de medula óssea realizados em Goiás.

Daniel Vilela apresentou balanço do primeiro ano de funcionamento do Cora. Fotos: Cristiano Borges e Lucas Diener

O governador Daniel Vilela apresentou, nesta quarta-feira (10/06), o balanço do primeiro ano de funcionamento do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora). Desde a sua inauguração, em junho de 2025, a unidade recebeu 420 novos pacientes, realizou mais de 2,4 mil sessões de quimioterapia, além de 5,4 mil consultas médicas ambulatoriais, consolidando-se como referência no tratamento oncológico infantojuvenil pelo Sistema único de Saúde (SUS).

“É importante comemorar esse primeiro ano. Só ele, já justifica todo o investimento, todos os desafios que foram superados inicialmente com a determinação do governador Ronaldo Caiado de oferecer, às famílias goianas e a outros brasileiros, um tratamento de qualidade”, argumentou Daniel. “A gente tem aqui um hospital de combate ao câncer infantil. O mais efetivo que tem no combate à doença, com todos os equipamentos modernos e que permitem tratamentos tão evoluídos”, pontuou o governador.

Ao lado da primeira-dama Iara Vilela, Daniel apresentou os resultados, destacando que o complexo representa a concretização de um projeto idealizado para ampliar o acesso da população a tratamentos de alta complexidade. Construído com investimento de R$ 255,8 milhões, o Cora nasceu para oferecer o que há de mais moderno na oncologia pediátrica. Isso fez com que muitas famílias tivessem em Goiás, na avaliação de Daniel, o seu “ponto de referência”.

“Quando você tem um diagnóstico dessa doença, você inicia não só uma batalha de saúde, mas existem outras. Por exemplo, a de tantas pessoas que têm que deixar o seu trabalho, a sua renda, mudar com os seus filhos para Barretos, que era sempre o ponto mais buscado pelas famílias mais simples do nosso estado, que não tinham recursos para se tratar no privado”, afirmou o governador. “A partir do momento que tem o Cora, a gente modifica a vida dessas pessoas e minimiza esse momento de tanta dificuldade, essas batalhas vividas por essas pessoas”, completou.

Responsável pela gestão do Cora e presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata frisou que o Cora é um marco para a saúde de Goiás, por ter zerado a fila para tratamento oncológico infantil no Estado. “Pessoas de Goiás, Tocantins, estavam indo para Porto Velho porque não tinha vaga em São Paulo, no Rio de Janeiro, Minas, em Brasília e tinham de se dirigir para qualquer parte do país. Essa fila para Goiás acabou”.

Henrique Prata destacou também que essa estrutura oferecida é “superior a qualquer serviço privado que tem na capital de Goiás ou que tem na capital de São Paulo”. “As provas disso são científicas. E é graças ao Tesouro do Estado de Goiás, a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado e do governador Daniel Vilela que assumiram isso sem dividir com o governo federal. O estado não ficou esperando parceria com ninguém. Assumiu, isso é uma responsabilidade de gestão”, elogiou.

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Atendimento de referência

Mãe do pequeno Noah, paciente do hospital há quase um ano, Bianca Rodrigues, salienta o papel do Cora na vida da família. “Achei maravilhoso, porque não permitiu a gente deslocar para outra cidade; estava na iminência de ir para outro hospital, ou para Barretos ou para Brasília”, lembra, destacando ainda a qualidade no tratamento. “Desde quando abriu, sempre fomos bem assistidos. O tratamento foi rápido: assim que abriu, já fez a cirurgia, acompanhamento e biópsia. Então, pra gente foi maravilhoso”.

“O plano era ir para Brasília, porque temos parentes lá. Quando a gente chegou aqui em Goiânia, uma pessoa falou que o governador tinha construído esse hospital e ele ia ser comparado com o de Barretos”, relatou Márcia Apinajé Santiago, mãe do paciente Rômulo, de 18 anos, que descobriu uma leucemia aos 17. “Desde o dia que ele entrou aqui, nunca faltou nada. Já no primeiro dia ele foi super bem atendido. Ele tá super bem agora; a gente vai ficar só acompanhando. Era para ser um tratamento de um a dois anos, mas ele reagiu tão bem. A gente só tem a agradecer”, finalizou a mãe.

Natural de Araguatins, no Tocantins, Fabiana Santos Maiada também passou por uma dura jornada até encontrar acolhimento para o filho, Mário Francisco, de 15 anos. “Meu filho recebeu diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda B2 e daí veio toda essa trajetória nossa de transferência para um hospital onde tivesse tratamento. Foi um tempo muito angustiante. Porque além da doença, a gente também tem a luta financeira. Porque não tinha como o esposo trabalhar. Ele ficou 3 meses internado”, relatou. “Em março de 2025, uma enfermeira do Hospital em Rondônia falou que que ia ter esse hospital aqui. E foi como uma chuva de bençãos para o meu filho Mário Francisco. Ele se sentiu mais vigoroso, com vontade mais de viver, de lutar, né, de ter mais força, de lutar contra essa doença”.

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Estrutura

A unidade dispõe de 60 leitos pediátricos, incluindo internação, observação, UTI pediátrica, centro cirúrgico, unidade de quimioterapia e de transplante de medula óssea. Conta ainda com equipamentos de última geração, como ressonância magnética com inteligência artificial, tomografia computadorizada, ultrassom, raio-X digital e centro de reabilitação equipado com tecnologia robótica.

“A gente está acompanhando muitas curas acontecendo aqui no Cora, resultado de uma política pública de muita responsabilidade, começada com o ex-governador Ronaldo Caiado e agora sendo conduzida pelo nosso governador Daniel Vilela”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.

“Esse hospital foi construído em 25 meses. No início da minha gestão, inaugurei com o governador Ronaldo Caiado o hospital de Águas Lindas, que ficou quase duas décadas sendo construído. Imaginem se a gente ficasse 20 anos construindo esse hospital? Quantas vidas deixariam de ser salvas?”, ressaltou o titular da saúde.

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Números expressivos

Com a realização de 3.896 atendimentos, a oncologia pediátrica é o grande destaque, reafirmando a missão de se tornar referência regional e nacional no tratamento do câncer infantojuvenil. Outro passo importante em um ano está a implantação do serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) pediátrico.

O Cora já realizou quatro transplantes autólogos de células-tronco em crianças, e caminha para obter regulação para dar início aos transplantes alogênicos, no qual o paciente recebe tecido de doador compatível.

O serviço de quimioterapia contabilizou 2.433 sessões realizadas no período. Já o atendimento multidisciplinar alcançou 8.383 consultas, envolvendo diversas especialidades (como enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia, terapia ocupacional, odontologia, entre outros), reforçando o compromisso da unidade com o cuidado integral. No centro cirúrgico, foram 1.420 procedimentos (242 cirurgias de grande porte, 198 de médio porte e 958 de pequeno porte).

Dos pacientes atendidos, 98,25% são de Goiás, mas a excelência do hospital atraiu pessoas do Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas. A qualidade da assistência prestada também é refletida na avaliação dos usuários. O hospital alcançou 84,5% na pesquisa de satisfação segundo cálculo Net Promoter Score (NPS), posição dentro da zona de Excelência. O índice demonstra forte cultura de acolhimento, segurança assistencial e aprovação institucional.

O relatório da Ouvidoria, feito de fevereiro a maio, também demonstra alto grau de satisfação dos pacientes e familiares: 98,6% afirmaram que recomendariam o hospital para amigos e parentes. A estrutura física recebeu aprovação máxima, atingindo 100% de satisfação. Já a equipe multiprofissional registrou aprovação de 98,6%, a equipe médica alcançou 95,9% e a enfermagem, 91,89%.

Crer

O hospital também celebra seu primeiro ano de funcionamento expandindo o atendimento a outros pacientes da rede estadual de saúde. Está em fase final de negociação uma parceria com o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

A partir desse acordo, o Cora receberá pacientes elegíveis para tratamento com terapia robótica – o complexo dispõe de quatro robôs voltados para atividades de reabilitação. A expectativa é que, toda sexta-feira, o Cora receba cerca de dez pacientes do Crer que estejam em reabilitação. Essas pessoas passarão por uma triagem, que vai identificar os perfis elegíveis para o uso da tecnologia.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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